Cultura analítica & tomada de decisão
Lidero os laboratórios analíticos do Cappra Institute, onde estou há sete anos. Antes passei por auditoria e risco na Deloitte e por análise de dados no Inter. Foi vendo os dois lados que cheguei nessa conclusão incômoda: muita gente já decidiu antes de olhar o número, e depois vai atrás do dado que confirma.
Trabalho com organizações e lideranças que querem mudar isso. E o que eu vejo, repetidamente, é que a barreira para a cultura analítica raramente é técnica. Ela é humana. Não adianta plugar IA em processos desenhados para um mundo onde decidir era um ato exclusivamente humano, e seguir operando como se nada tivesse mudado.
Cultura analítica não é sobre dashboard nem sobre volume de dados. É sobre criar ambientes onde dados, contexto e experiência trabalham juntos para gerar decisões melhores.






Quatro territórios que levo para lideranças e times, em palestras, imersões e formações. O recorte muda conforme o momento da empresa. O que não muda é o ponto de partida: como as decisões acontecem de verdade lá dentro.
Como as pessoas decidem, como os processos decisórios funcionam na prática, e a diferença entre decidir com dados e se justificar com eles.
Antes de qualquer IA, modelo ou solução, existe uma pergunta que a maioria pula. Como formular o problema de negócio, e por que começar pela tecnologia costuma produzir uma resposta impecável para a pergunta errada.
A maioria das organizações trata a transformação analítica como um problema técnico. Ela raramente é. É conectar, educar e instrumentalizar pessoas em torno de processos e políticas, com a tecnologia como base e não como objetivo final.
Os comportamentos que separam quem lidera a virada AI-driven de quem só acumula piloto: redesenhar processos em vez de acoplar ferramenta, definir quem responde pelo quê, e tratar governança como acelerador.
Às segundas e quartas, 7h30, eu leio o que saiu sobre dados, IA, tecnologia, liderança e tomada de decisão. Separo cinco coisas que valem o seu tempo e jogo fora o resto.
Sem release de produto, sem hype sem número, sem "a IA vai mudar tudo". Cada item tem dado concreto, fonte checada e pelo menos uma notícia com recorte brasileiro.
O que aconteceu
O fato, o número e a fonte. Direto, sem enrolação e sem precisar clicar para entender.
Por que importa
A leitura por trás do fato. O que aquilo revela sobre o mercado e o que muda para quem lidera.
Para pensar
Uma pergunta ou um teste concreto para você levar para dentro da sua empresa nesta semana.
É de graça. Chega segunda e quarta de manhã. Para sair, um clique no rodapé de qualquer email.